o post da minha querida amiga Carla, A Barriga de Madonna.E bendita blogosfera, que nos permite ler textos excelentes de graça. DE GRAÇA!, sem ter que gastar dinheiro em papel, nem ter de trazer uma lata de lixo atrás com as taxas da euribor. Lemos o post, relêmo-lo quando nos apetecer, está ali para nós. O que é, convenhamos, bestial. E, até, comovente, na generosidade desinteressada que revela, que é a de quando alguém nos dá uma coisa boa, talvez até suada, sem nos pedir nada em troca.
Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
o post da minha querida amiga Carla, A Barriga de Madonna.E bendita blogosfera, que nos permite ler textos excelentes de graça. DE GRAÇA!, sem ter que gastar dinheiro em papel, nem ter de trazer uma lata de lixo atrás com as taxas da euribor. Lemos o post, relêmo-lo quando nos apetecer, está ali para nós. O que é, convenhamos, bestial. E, até, comovente, na generosidade desinteressada que revela, que é a de quando alguém nos dá uma coisa boa, talvez até suada, sem nos pedir nada em troca.
Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
Após terem parido os três a seis filhos da praxe e esgotado os nomes de baptismo das dinastias portuguesas, alcantilam-se ao posto de defensoras da vida, como se o amor delas pelas crianças fosse maior que o dos outros, os defensores da morte. Enquanto isso, enxotam a ninhada barulhenta e incómoda para os braços das natashas, estas ucranianas são do melhor, muito limpinhas e caladas, não interessa se não falam português, que com as crianças não é preciso conversa, basta que as mantenham à distância e vinquem bem os colarinhos, enquanto nos servem mais um uísque. Olhe, já agora, vá ali comprar tabaco, vá, e o menino saia e feche a porta, que a mãe tem de se arranjar que hoje vai sair com um amigo. Depois, periodicamente, vão a Espanha limpar os úteros (que prole grande e alargada, quer-se só do marido e não dos amigos com quem se brinca de vez em quando).
De dia, por entre as ressacas e os chás (onde congeminam maneiras de lixar o resto do mundo com a sua pegajosa beatice) vão à Igreja, genuflexizam-se, benzem-se, pedem perdão a Deus e exercem de mães, levando os miúdos a mil e uma actividades, pode ser que se cansem e não chateiem, vêem como gostamos tanto deles, vêem, tão disponíveis que nós somos.
No entretanto, os maridos empresários e chefes de gabinete andam a comer a secretária, quer à canzana ou à missionário, senhor doutor, que quando dá azar também chutam para a mesma clínica, que coincidência, quem sabe, se calhar ela já se encontrou com a legítima na sala de espera, tome lá o cheque, a menina sabe que não podemos, seria um escândalo, o dinheiro é todo da minha mulher, percebe. Ou então, médicos, daqueles que se recusam a laquear as trompas da drogada que já largou quatro filhos seropositivos, pensa bem filha, que ser mãe é uma benção de Deus, tens a certeza, vê lá isso, depois arrependes-te, porque as crianças são o melhor do mundo, por isso manda vir mais uns quantos, que a gente está cá para isso, mesmo que nasçam com novecentos gramas de peso e a agonizar de dores, com a súbita privação da droga que lhes vinha da desnaturada que as carregou no ventre. Mesmo que sejam chutadas para centros de acolhimento onde desesperam durante anos, catando migalhinhas de carinho e afecto.
Porque não se pode privar as "crianças" por nascer do direito a uma vidinha, mesmo que de merda, afinal, só Deus Nosso Senhor pode dizer se vão ser pedaços de carne, indesejada, cuspida e escarrada, ou crianças felizes, com direito a uma infância e tudo. Porque os nossos, abortamos e abandonamos nós (abandonos, há muitos); os dos outros, Ele é quem manda, nós só damos uma mãozinha, pode ser que ganhemos um lugar no céu ou, melhor ainda, num prime time qualquer, basta dizer umas coisas e empunhar uns cartazes. E o resto que se lixe e amanhe. Hipócritas."
(Agosto de 2005)
Quinta-feira, Janeiro 18, 2007
Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Sábado, Janeiro 06, 2007

E que tal contribuir com os meus impostos para:
- pagar os actos médicos que implicam trazer ao mundo crianças não desejadas e rejeitadas pelos pais?
- pagar os anos de institucionalização das mesmas em colégios e centros de acolhimento? ou, então,
- pagar as contas de hospital, muitas vezes os enterros, destas crianças, quando são deixadas a cargo dos tais pais contrariados que, em combinação com personalidades disfuncionais, alcoolismo, drogas e crueldade pura, as negligenciam, maltratam fisica e psicologicamente e, por vezes, as matam?
- pagar a diária da prisão (consta que é um balúrdio...) destes pais que maltratam, quando a Justiça, por acaso, é mais ou menos justa e os consegue alcançar?
- pagar a alimentação, o vestuário, a educação especial, as televisões e as playstation de adolescentes grávidas que brincam às bonecas em casas de acolhimento e às quais não foi dada qualquer hipótese de escolha? E que passarão os anos seguintes das suas vidas a viver à custa do Estado, até não saberem fazer outra coisa que não sorver subsídios?
- pagar a liberdade, sempre vinda antes de tempo, dos pais maltratantes, com subsídios de "desemprego", de "exclusão", ou lá o que é, e pagar-lhes a renda vitalícia do realojamento no bairro social?
(e é que não saíamos daqui...)
Olhem, filhos, gastar os meus impostos a alimentar os podres de um sistema que, basicamente, se está a cagar para o destino das criancinhas, uma vez fora do útero, e que permite que andem em bolandas de sofrimentos vários, isso é que NÃO, OBRIGADA. Tenham juízo (ou, ao menos tenham bom-senso nas mensagens ridículas e demagógicas que escolhem para os vossos mupis e outdoors.
(sim: voltei!)
E, acrescenta a Luna à lista supra, pertinentemente:
- pagar a assistência médica necessária para tratar as complicações decorrentes de um em cada três abortos clandestinos?

